Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 16/09/2019

A Constituição Brasileira de 1988 estabelece que o poder público em conjunto com a comunidade deve proteger o patrimônio histórico brasileiro. Não obstante, a realidade mostra que não há de fato a conservação destes, demonstrando falhas no papel da sociedade e do Estado.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a importância da preservação dos patrimônios históricos e culturais. Segundo o pensador chinês Confúcio: “Se queres prever o futuro, estudas o passado”. Logo, a conservação de patrimônios é fundamental para compreender as atuais estruturas políticas, sociais e econômicas, além de auxiliar o planejamento futuro do país.

Tendo em vista que o Brasil passa por uma profunda crise financeira e está sob uma medida provisória de teto de gastos, a situação, outrora precária dos patrimônios históricos, piorou com essa crise. Uma das consequências dessa ineficiência do poder público foi, em 2018, o incêndio do Museu Nacional que acarretou na perda de 90% de 200 anos de acervos, causando danos irreparáveis na cultura brasileira e mundial.

A falta de conscientização da população sobre a importância dessas preservações acarreta em ondas de vandalismos nos patrimônios. De acordo com o jornal Estado de Minas, em Belo Horizonte, houve mais de 1000 ocorrências desse tipo de vandalismo em 2016. Isso é decorrência da exclusão cultural de grupos marginalizados socialmente que devem ser informados da importância desses bens públicos para o Brasil.

Por conseguinte, é de suma importância manter vivo o legado que os patrimônios históricos e culturais sustentam. Por isso, é papel do Estado direcionar recursos e incentivar investimentos privados a fim de manter os patrimônios em bom estado. Também, deve-se promover uma cultura de preservação com a sociedade, a conscientizando da importância de conservação da história brasileira, com palestras e visitas públicas gratuitas. Ambas as ações contribuiriam para manter a história e a memória do Brasil preservada.