Preservação do patrimônio histórico cultural brasileiro

Enviada em 11/09/2019

O livro “1984” de George Orwell apresenta um mundo distópico no qual foi estabelecida uma ditadura totalitária em que não existe liberdade de pensamento. Nesse contexto, as pessoas são alienadas devido à existência de comissões institucionais responsáveis por alterar a história e destruir os patrimônios que demonstrem algum tipo de falha do governo ou revolta bem sucedida. Fora da ficção, a permanência dos bens materiais e imateriais nos ajuda a entender as conquistas aos direitos e a reconhecer o somatório de elementos que constituem a identidade do povo brasileiro. Entretanto,  os casos de destruição e sucateamento dessas riquezas se mantém crescentes no país devido à falta de consciência da importância dessa conservação e ao jogo de interesses políticos.

Em primeiro lugar, é necessário analisar a importância da preservação do patrimônio histórico e cultural. De acordo com sociólogo Émile Durkheim: “O homem é mais que formador da sociedade, configura-se como um produto do corpo social”, nesse sentido, o conjunto de atividades e bens que determinam a história de um povo auxilia na criação de sua identidade e personalidade. Desse modo, preservar esse patrimônio é necessário já que eles estimulam à busca pela história e cultura vinculada à eles, de forma a promover a manutenção das conquistas de direitos e da evolução das formas de convívio sociais impedindo a evolução de ideias ditatoriais.

Outrossim, cabe apontar o descaso governamental em relação à preservação desse patrimônio. Visto que a conservação dos patrimônios auxilia na busca da população pela história de conquistas e tradições sociais, os políticos não se interessam por essa conscientização, já que para se manter no poder é desejosa um população alienada. Com isso, casos de sucateamento e destruição das riquezas históricas são cada vez mais comuns, como por exemplo, o incêndio do Museu Nacional, ocorrido em 2018, que destruiu grande parte dos itens históricos lá presentes.

Fica claro, portanto, a necessidade da tomada de ações para proteção desse patrimônio cultural. Desse modo, o Ministério da Cultura deve associar-se a faculdade que possuam os cursos de marketing, história e geografia, que possam fornecer estudantes para estagiar no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), para atuarem na tentativa de atrair uma maior quantidade de visitantes para esses locais históricos, favorecendo a defesa deles por parte da população. Ademais, esse mesmo instituto deve criar eventos com temáticas relacionadas a cultura local, de modo a valorizá-las e, por conseguinte, atrair uma maior visitação. Somente assim, será possível afastar a nossa realidade da ficção de George Orwell e manter a permanência dos direitos conquistados por nossos antepassados.