Prejuízos da ausência de discussão sobre saúde mental no âmbito esportivo
Enviada em 26/06/2022
As competições esportivas são conhecidas por serem desafiadoras e exigirem uma enorme capacidade física de quem as disputa. Porém, discussões acerca da exigência de saúde não apenas física como também mental dos atletas, têm aumentado em todo o mundo. A pressão e a responsabilidade de representar seu time ou país tornam-se um fardo enorme para quem as carrega. Ademais, a exigência de treinos frequentes, sem descanso, e dietas absurdas também tornam a vida de quem escolhe esta profissão um pouco mais difícil.
Um exemplo disso é a ginasta Simone Biles, dos Estados Unidos, que era a pessoa mais cotada para ganhar medalha de ouro na ginástica artística nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, no entanto surpreendeu a todos com o anúncio de que não iria participar de algumas provas da competição mundial. A atleta, apesar de duras críticas, decidiu que deveria cuidar de sua saúde mental e para isso precisava abandonar o que lhe causava a sensação de carregar um enorme peso nas costas.
Dessa maneira, Biles abriu espaço para uma discussão de extrema necessidade e apontou a urgência de atentar-se à saúde mental dos atletas e da população em geral. Tal tópico, tão menosprezado pela sociedade atual e, concomitantemente, de extrema importância uma vez que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 2021 mais de trezentas milhões de pessoas sofre com depressão e cerca de duzentas e sessenta e quatro possuem ansiedade. A busca por uma mente saudável é imprescindível para que os atletas possam competir e alcançar seus sonhos sem impedimentos.
Em suma, medidas devem ser tomadas para tornar as competições esportivas mais leves e diminuir a pressão sentida pelos atletas. O acompanhamento psicológico deve ser de suma importância, com a contratação de psicólogos disponíveis todos os dias a qualquer horário em caso do esportista necessitar, a fim de acalmá-los e os instruírem a qualquer momento. Os cuidados com a saúde mental devem estender-se também ao resto da população, é necessário que as escolas se mobilizem para incentivar a busca pela ajuda profissional desde a infância para que no futuro haja menos pessoas com psicopatologias.