Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 04/04/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os homossexuais na doação de sangue enfrentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da sociedade altamente preconceituosa e robotizada, quanto da inclusão e do sistema em geral de saúde. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o sistema de saúde SUS e em geral ao fazer uma ligação aos preconceitos apresentados, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Para o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, portanto, os homossexuais são automaticamente excluídos na prática altruísta de doação de sangue.

Ademais, é imperativo ressaltar a sociedade consolidada à base de preconceitos e a falta de inclusão aos homossexuais, tanto nessa prática altruísta, quanto nas relações sociais. Sendo assim, partindo desse pressuposto, ao dizer sociedade consistente em preconceitos, remete-se a princípios horrendos, onde os homossexuais muitas vezes são vistos como seres “doentes” na organização social. Já dizia Whoopi Goldberg, uma Atriz, Produtora executiva americana, em uma das suas palestras, “não há cura para o que não é doença”. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os preconceitos contra homossexuais, permanecem à realidade contemporânea, os quais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Depreende-se, portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a exclusão dos homossexuais na prática de doação de sangue e a persistência do preconceito na sociedade atual, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na criação de projetos para a comunidade, por meio de uma abordagem sociológica e pedagógica, a fim de que a população reflitam e pratiquem para a melhor inclusão dos homossexuais. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal em conjunto com o Ministério da Saúde, reduzir a burocracia durante a triagem, por meio da criação de uma lei que possua critérios científicos e não preconceituosos, com o propósito de garantir o dever de cidadão a todos, por uma questão humanitária.