Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 31/10/2019

A partir do pensamento do filósofo Protágoras “não existe verdade absoluta”. Tal frase, espelha uma realidade a qual infelizmente não é acatada por parte da população desde os princípios, o que reflete em uma sociedade monótona e intolerante. Essa, é uma das causas que influenciam pensamentos e ações preconceituosas contra homossexuais e levou a proibição da doação de sangue pela parte dos homens que se relacionam com outros homens no período de um ano devido a associação da doença HIV com esses indivíduos. É necessária a reavaliação dos conceitos atribuídos à essa relação para que haja o maior condicionamento de doações de sangue independente da sua orientação sexual.

Primordialmente, é necessário o conhecimento sobre as causas as quais levaram a construção do preconceito contra os homossexuais em relação a doação de sangue. A título de exemplo, a Alemanha nazista, liderada por Hitler, abominava qualquer tipo de diferença, principalmente os relacionamentos homoafetivos, resultando na morte dos mesmos. Devido a esse fato e a inúmeros outros como a influência do dogma católico que repudia essa condição, foram-se criados tabus em associação aos gays, entre eles, a prevenção da doação de sangue por essas pessoas. Em conclusão, é dito que a maioria dos portadores de HIV (Doença da Imunodeficiência Adquirida) são homossexuais, porém, uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde revelou que 67,5% dos doentes são heterossexuais, o que contradiz o argumento anterior e provando que a doença não se restringe a uma orientação sexual.

Ademais, é indispensável a reavaliação dos critérios para a possibilidade de doação de sangue perante homossexuais. Por exemplo, atualmente, é proibido a doação daqueles que mantiveram relações sexuais com indivíduos do mesmo gênero na média de um ano, independente de testes para a confirmação da doença. À vista disso, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprova que o Brasil perde cerca de 18,6 milhôes de litros de sangue por ano devido ao preconceitos acerca da doação perante homossexuais. Por fim, é essencial a realização de testes para que aqueles que não sejam portadores do vírus, tenham a mesma oportunidade que todos e assim, aumentar as taxas da doação de sangue no Brasil e no mundo.

Em vista, é necessária a realização de campanhas por parte da OMS (Organização Mundial de Saúde), visando combater o preconceito sofrido por homossexuais perante a doação de sangue por meio de cartazes, propagandas e palestras ministradas nas escolas em conjunto com o Ministério da Educação com o objetivo de conscientizar os jovens e adultos que é direito de todos terem as mesmas oportunidades independente da situação. Além disso, é notória a necessidade da reavaliação dos critérios para a doação, o que cabe ao Ministério da Saúde por meio da realização de exames de HIV.