Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 29/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto a questão do preconceito enfrentado pelos homossexuais na doação de sangue. Nesse contexto, a dificuldade enfrentada por homossexuais durante a doação de sangue é um desafio para o Brasil e persiste devido, não só a falta de conhecimento, mas também a falta de uma legislação adequada.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimento presente na questão. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Tal fato pode ser exemplificado com base na crença de grande parte da população no qual acreditam que o risco de contaminação de doenças como o HIV, considerado por muito tempo como uma doença de pessoas do meio LGBT, tornam-se maiores.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da insuficiência de leis. Conforme Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma mesma sociedade. Contudo, no Brasil, a questão da doação de sangue por parte dos homossexuais contraria o pensamento do filósofo. Tal fato torna-se evidente uma vez que órgãos médicos delimitam um tempo mínimo de 12 meses sem relações homoafetivas para que LGBT possam doar sangue.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que solucionem tal problemática. Logo, é necessário que órgãos federais como o Ministério da Justiça trabalhe de forma rigorosa por meio da criação de leis que regulamenta o direito pleno a doação de sangue para todas as pessoas. Além disso, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde devem trabalhar em conjunto por meio da divulgação de panfletos e cartilhas que expliquem a importância da doação de sangue e do desenvolvimento da inclusão de todos os grupos durante este ato.