Preconceitos enfrentados pelos homossexuais na doação de sangue

Enviada em 02/09/2019

Desde a década de 80 quando houve a epidemia da Aids entre o grupo LGBT(lésbicas, gays, bis e transsexuais), os homossexuais foram colocados em grupos de riscos para a doação de sangue, o que na época fazia sentido, todavia não combina com os dias atuais. Porque a chance de uma pessoa heterossexual estar infectada é a mesma de um homossexual, com os mesmos estilos de vida, ou seja, não há motivos para manter esse preconceito já que a maior parte da população, solteira e não-monogâmica, está suscetível a esta infecção, a  aids. Esse preconceito deve ser combatido o mais breve possível, pois há pessoas que realmente precisam da doação de sangue.

A discriminação é tão nociva que tem o potencial para causar a morte de alguém. O preconceito contra os homossexuais persiste muito antes da era medieval, mesmo na sociedade grega que era permitido a relação sexual entre homens, porém não era aceito o relacionamento homoafetivo entre eles, e isso mostra que mesmo com os avanços científicos e tecnológicos o preconceito continua presente na vida de pessoas LGBTs. Além disso, hospitais podem carecer de sangue, e por conseguintes os pacientes necessitados podem sofrer as consequências da intolerância que ocorre na recepção desses doadores, cometida pelos hemocentros.

O HIV, o vírus da Aids, não tem gênero, mas está associado ao estilo de vida. Tanto héteros quanto gays podem portar o vírus, e isso não está relacionado à orientação sexual, na verdade se trata de cuidados na hora do coito como o uso de preservativos e o convívio com muitos parceiros. Dessa forma vê-se que o pensamento arcaico da década de 80 com criação de grupos de risco, não tem convergência com o século XXl, visto que todos os grupos sociais podem se infectar com a mesma intensidade.

Em suma, o Estado deve promover a educação sexual nas escolas com profissionais capacitados apenas para essa matéria, a fim de que os cidadãos desde cedo tenha conhecimento sobre os riscos do não uso de preservativos, e terem mais visão de mundo para reconhecer que existem vários tipos de estilos de vida, desse modo o preconceito estaria mais perto da extinção. Outrossim, a STF (Supremo Tribunal Federal) deverá ser responsável por punir severamente com indenizações a instituições que se opuserem a receber o sangue de um homossexual não infectado. Só então quando a sociedade estiver livre de preconceitos na saúde, os bancos de sangue poderão estar mais cheios e consequentemente mais vidas serão salvas.