Preconceito Linguístico
Enviada em 06/11/2022
Em nosso país, populosos e de tamanho continental, temos uma enorme variedade linguística. No entanto, esta diversidade não é valorizada, apenas as variações próximas à norma culta são vistas como adequadas. Nesta perspectiva é necessário tomar atitudes para combater o preconceito linguístico no Brasil, promovendo a valorização das tantas formas da nossa língua.
Em primeiro lugar, vemos que o preconceito linguístico já começa na escola. Frequentemente crianças são corrigidas por colegas e professores ao dizer, por exemplo, “subir pra cima”, “nós vai”, “a gente somos”. Isso causa, ainda na infância, medo de falar em público e prejuízos a autoestima.
Esta forma de discriminação, adquirida na primeira fase da vida, pode levar a outros problemas na idade adulta. Um migrante nordestino do Sudeste ou alguém de baixa escolaridade, por exemplo, pode encontrar dificuldade ao procurar um emprego, não sendo contrato por falar de modo diferente do empregador. Isso acarreta a exclusão social de certos grupos, aumentando a desigualdade.
Vemos, portanto, que o preconceito linguístico vai além da desvalorização de certas variações da língua, refletindo em outros problemas sociais. Para combater esta discriminação as secretarias de educação, junto as escolas, podem promover projetos visando a valorização da diversidade linguística. Assim, evitaremos os problemas na infância e seus reflexos na vida madura.