Preconceito Linguístico

Enviada em 18/10/2022

A Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos que qualificam a dignidade humana. Entretanto, na atualidade, é triste perceber que esse princípio tem sido fragilizado devido ao preconceito linguístico presente na sociedade brasileira. Desse modo, a exposição às variações linguísticas nas escolas e a criação de leis que abranjam tal situação, são caminhos que vão de encontro com essa problemática.

Sob esse viés, percebe-se que a formação do preconceito inicia-se ainda na infância, durante o convívio social escolar. Nesse prisma, para fazer jus ao pensamento de Nelson Mandela, “A educação é a melhor arma para mudar o mundo”, é necessário expor às crianças as mais diversas variações linguísticas presentes no Brasil. Assim, a conscientização dessa diferença cultural inibirá o desenvolvimento dessa intolerância.

Outrossim, nota-se que a falta de ferramentas legais para combater esse preconceito corrobora para a permanência do mesmo. Entretanto, a Constituição federal de 1988 garante a todos a liberdade e o respeito, e para contemplar esse princípio, é imprescindível a criação de leis que punam aqueles propagadores de preconceito linguístico. Desse modo, as vítimas dessa intolerância estarão mais seguras para usufruir de sua liberdade de dialeto.

Portanto, conclui-se que a formação do preconceito linguístico inicia-se durante a convivência escolar e permanece na sociedade devido a impunidade dos criminosos. Diante desse contexto, faz-se necessária a ação do Governo Federal, por meio da Assembleia Legislativa, na criação de leis que punam os propagadores dessa intolerância, com o objetivo de assegurar às vítimas de sua liberdade. Assim, o primeiro passo para uma convivência social mais respeitosa e igualitária, estará dado.