Preconceito Linguístico

Enviada em 13/10/2022

O professor e filósofo Marcos Bagno define o preconceito linguístico como um juízo de valor negativo em relação às variantes linguísticas nacionais de menor prestígio social. Esse quadro de discriminação, no Brasil, ocorre em razão do racismo línguístico, o que resulta na estigmatização de alguns grupos sociais.

Em primeiro plano, uma das causas do preconceito no que se refere as diversas formas de falar deve-se ao racismo linguístico. Tal termo cunhado pelo pesquisador Gabriel Nascimento trata-se que a língua tem como base o racismo, para isso, Nascimento apoia-se na história da língua portuguesa. Haja vista que, após a independência, houve um movimento para estabelecer uma norma-padrão do português que se afastaria do modo de falar por negros recém libertos, tornando-o como equivocado. Assim, essa conjuntura sucede de modo semelhante na sociedade contemporânea, uma vez que, o preconceito linguístico ainda é um meio de inferiorizar coletivos sociais, principalmente, a população negra e periférica.

Por consequência, a prática de racismo linguístico evidenciada pelo pensador Nacimento gera danos a determinados cidadãos, como analfabetos, nordestinos e funkeiros. Isso decorre da tentativa histórica de homogenização da língua portuguesa por parte da elite, ao definir, por intermédio da gramática, um modo de falar como norma e o outro como desvio. Diante disso, há uma exclusão social por meio da língua, baseada no racismo e na classe social do indivíduo, o que produz subcidadãos, conforme teorizado pelo sociológo Jessé de Souza. Esses cidadãos de segunda classe não têm direito ao exercício pleno de cidadania, visto

Portanto, são notórios os elementos que causa e as consequências da prática do preconceito linguístico. Para mitigar essa problemática, cabe ao Ministério da Educação, com o apoio das secretarias estaduais e municipais, abordar a questão do preconceito nas escolas, por meio de campanhas educativas e palestras. Outro recurso possível seria a formação de professores, a partir da assistência de professores do curso de pedagogia de Universidades federais. Isso teria a finalidade de reforçar que há outras variantes linguísticas do português e que pessoas não devem ser excluídas socialmente por falar