Preconceito Linguístico
Enviada em 12/09/2020
O preconceito linguístico é a reprovação e o desrespeito as variedades linguísticas de menos prestigio social. Pode se citar, o caso do médico do município de Serra Negra no estado de SP, que zombou de seu paciente nas redes sociais por falar “peleumonia” e “raôxis”, isso gera constrangimento ao paciente, o que pode causar um sentimento de limitação e inferioridade. Essa problemática está ligada as variações informais e de classes sociais menos favorecidas e sendo um meio para segregação social.
Segundo o livro “Preconceito linguístico: o que é, como faz”, não existe uma jeito certo ou errado de falar, existe maneiras adequadas ou inadequadas dependendo do contexto. A língua é um mecanismo de dominação quando se humilha outra pessoa a partir da sua maneira de se expressar, humilha-se todo o grupo social. Assim, todo preconceito linguístico é um preconceito social, pois essas diferentes formas de se expressar não tem sua cultura reconhecida.
Portanto, no Brasil há diferenças linguísticas que irá variar de região ou contexto social do individuo. Todas as pessoas já cometeram desvios gramaticais, mas as que ganham destaques são as menos escolarizadas, pelo fato de não utilizarem a norma padrão. Esse problema, pode gerar consequências como: além do constrangimento, a partir de repressões do modo de falar de alguma região pode ocorrer a perda da variedade linguística, outro ponto é que esse preconceito também atinge a cultura do próximo.
Dessa forma, o Ministério da Educação por meio das escolas deve abordar sobre a diversidade da língua usando exemplos realistas do cotidiano e mostrar que a maneira adequada dependerá do contexto em que ocorre. Também, deve-se por meio da mídia levar informações sobre essas variações e toda cultura que está ligada a ela. Por fim, é interessante que se discuta o tema entre as famílias, pois a variação linguística também faz parte da construção da sociedade.