Preconceito Linguístico

Enviada em 11/09/2020

A língua portuguesa, que tem mais de 500 anos de existência, com certeza sofreu muitas alterações ao longo dos séculos, seja por conta da sua evolução natural na fala, com novas formas de escrita e/ou pelo fato de estar em diversos países com povos e culturas diferentes. Todos esses aspectos nos levam à certeza de que a língua formal e na norma padrão, por mais que seja difundida, ensinada e conhecida, nunca terá, na fala, o mesmo espaço que a linguagem coloquial, tendo em vista que 99,9% dos brasileiros falam de forma informal. No entanto, ainda assim, um fator chamado de preconceito linguístico se faz presente na nossa sociedade, e o mesmo deve ser combatido principalmente nas escolas.

No Brasil, os nordestinos são, um dos maiores alvos de preconceito linguístico, com gírias, ditados e modos de fala riquíssimos culturalmente, mas, ao mesmo tempo, considerados totalmente errados por uma parcela da sociedade que sonha com o domínio total e o controle da língua. A língua portuguesa, porém, não se prende ao Aurélio e não se resume à uma dialética politicamente correta em todos as esferas da sociedade. A linguagem falada em um tribunal, por exemplo, e a falada em um bar, são totalmente diferentes e podem, sem problema nenhum, saírem da mesma pessoa. O preconceito linguístico, portanto, está na ridicularização da fala, ou escrita, de alguém que, simplesmente, não teve a mesma instrução ou que não se prende ao dicionário o tempo todo.

No entanto, podemos combater esse fato usando algo importante que, algumas vezes, parece estar se perdendo: a informação e o conhecimento. O Ministério da Educação, com o desenvolvimento do combate à esse preconceito como parte da matéria ensinada em sala de aula e por meio da preparação de educadores, pode diminuir, ou até erradicar o preconceito linguístico nas escolas que, consequentemente, difunde essa tolerância para os outros âmbitos sociais.