Preconceito Linguístico

Enviada em 12/09/2020

A comunicação é a principal ferramenta para a formação de uma população, que, por meio de códigos audíveis(fala) e visuais(escrita), faz trocas de informações, moldando, assim, uma unidade social. Nesse contexto, a linguagem representa a identidade de um povo, perceptiva a qualquer ouvinte, porém, muitas sociedades a usam como forma de distinção social, por meio do preconceito com as variações da língua original. Sendo assim, isso, no Brasil, é responsável por gera inúmeros transtornos, sendo os principais a repressão de traços culturais típicos e a ridicularização de diversos povos.

Nesse aspecto, nota-se que essa distinção social por meio das variações linguísticas não é algo atual, pode-se perceber isso várias vezes ao longo da história e em diversas civilizações, como em Roma, com o latim clássico (usado pelos letrados) e o latim vulgar (comum entre os populares); e no Brasil, com a opressão dos portugueses sobre a língua nativa indígena e africana, por meio da agressão e da ridicularização. Entretanto, isso não acabou em 476 ou em 1822, é, atualmente, a realidade da maioria dos brasileiros, que sofrem com o preconceito de alguns dominantes da língua culta.

Esse cenário, por sua vez, faz jus ao pensamento de Marcos Bagno, o qual dizia que todo preconceito linguístico é, por definição, um preconceito social. Dessa forma, nota-se a veracidade de tal ideia, uma vez que, a linguagem culta não está disponível a toda sociedade, pois, para grande parte populacional, sendo está a classe mais pobre, não há acesso à educação. Desse modo, é notório que tal discriminação reprime a cultura de um povo que apresenta traços linguísticos próprios, independentemente da escolaridade, além de ignorar completamente os aspectos sociais e de infraestrutura de uma região.

Em resumo, percebe-se que o preconceito linguístico está, desde a antiguidade, presente  no mundo, e, por sua vez, sendo usada como forma de repressão social e cultural ao longo da história. Portanto, ações devem ser tomadas pelo MEC, órgão responsável pela formação intelectual e social do cidadão, por meio da ampliação do números de escolas e produção de aulas e palestras que mostrem os danos do preconceito linguístico, além de parcerias com as mídias de alta circulação, para divulgar tais ideias também a pessoas que não tenham acesso a instituições de ensino sistematizado, a fim de reduzir a intolerância com a língua não padrão, com isso, mantendo as variações da linguagem culta, logo, protegendo a identidade de diversas sociedades, para, assim, preservar os traços culturais típicos do povo brasileiro.