Preconceito Linguístico

Enviada em 20/02/2020

No século XVI, durante as expedições portuguesas ao Brasil, diversas cartas foram enviadas à Portugal para exaltar as belezas brasileiras, mas também para sartirizar os povos nativos e seus costumes, como a Língua. Neste contexto, é notório que a prática de ridicularizar a língua mantém-se, sendo conceituada como preconceito linguístico. Visto que a intolerância e a visão errônea sobre prestígio social agravam este cenário, medidas fazem-se necessárias.

Em primeiro lugar, percebe-se que a intolerância às variações da língua é fator principal para o preconceito linguístico. Isso porque, muitas vezes, os indivíduos intolerantes aceitam apenas a norma padrão como o modo único e correto para se falar e ignoram as diversidades históricas e culturais do Brasil, as quais fazem a língua sofrer modificações regionais, por exemplo. Consequentemente, agem de maneira repreensiva com os falantes dos vários dialetos brasileiros, praticando o preconceito e ferindo a moral dos afetados.

Além disso, a perspectiva sobre haver indivíduos com status social apenas por falarem de acordo com a gramática normativa é errônea, uma vez que a norma é apenas uma maneira de padronizar a gramática para situações formais. Assim, diante das situações cotidianas, não faz-se necessária a norma, cabendo aos falantes empregarem suas variações.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente ao Ministperio da Cidadania,  diante do fatos supracitados, promoverem a necessidade de aceitar-se as variantes da Língua Portuguesa, por meio de aulas, palestras e propagandas nos meios midiáticos, a fim de evitar o preconceito com os falantes dos dialetos. Ademais, cabe aos deputados criarem um projeto de lei que tipifique o preconceito linguístico como crime, com o intuito de punir legamente os praticantes. Dessa froma, o preconceio linguístico será diminuído na sociedade.