Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2019
Com a chegada dos portugueses no Brasil, eles perceberam algo diferenciado nos povos que viviam naquele ambiente: a sua forma de falar. É fato que nas tribos daquela época existiam diversas línguas, os Guaranis, Tupinambás, Caiapós e entre outros, sendo assim, cada território possuía seu jeito único para se comunicar. De maneira análoga, na atualidade percebe-se que o Brasil, faz-se de maneira igualitária aos Índios daquela época, cada estado possui a sua forma de comunicação, entretanto, o preconceito linguístico é notável entre os estados. Isso ocorre, ora por motivos das mídias e ora no ambiente escolar do indivíduo. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquida-los de maneira eficaz.
Em primeiro lugar, é no mínimo negligente ignorar que as mídias, que é um dos principais veículos formador de opiniões, corroboram de maneira abundante para o preconceito linguístico enraizado na população. Por meio de programas de humor como o Zorra Total, por exemplo, eles utilizam de personagens nordestinos para radicalizar o ambiente em que vivem e tornar o programa mais engraçado à vista dos telespectadores. Em meio a isso, uma analogia escrita pelo romancista europeu Goethe, diz que a ignorância em ação é o maior motivo para se ficar apavorado, e o pensamento do filósofo explica bem a importância da população compreender o quão prejudicial tais programas são. Outrossim, segundo dados divulgados pelo Monografias, que foram feitos em Escolas Municipais, 64% dos alunos tem medo de se expressar diante dos colegas de turma, isso pode ser confirmado de acordo que a evasão escolar por tais motivos já chega à cerca de 15%. Nesse sentido, Séneca, escritor do Império Romano, disse que a educação exige diversos cuidados, visto que ela pode influir sobre toda a vida. Logo, nota-se que o ambiente escolar pode prejudicar seu desempenho, sendo necessário a mudança do impasse urgentemente.
Em suma, são necessárias medidas capazes de resolver as problemáticas citadas. Urge, que órgãos governamentais, como o Ministério Público, conscientizem as mídias para que ocorram mudanças na forma de humor, e deverão, por meio de debates e votações excluir tais programas, para que essa forma de ‘‘humor’’ não seja mais apresentada nas televisões brasileiras. Alem disto, por meio de trabalhos e palestras, as escolas devem atentar seus alunos a respeito das várias formas de linguagens existentes, para que assim como acontecia com os Índios, a sociedade seja equilibrada.