Preconceito Linguístico

Enviada em 28/10/2019

É notório que o preconceito linguístico precisa ser debatido, afinal, as consequências do preconceito podem ser irreversíveis para a sociedade brasileira. É preciso investigar a fundo o tema, considerando que uma parcela da sociedade é excluída e que há a preferência pela normal culta.

Em primeira instância, os moradores das áreas periféricas são excluídos pelo jeito de falar. Uma pesquisa realizada em 2018 pelo IBGE e vinculada pelo jornal O Globo, aponta que 80% dos moradores das favelas do Rio de Janeiro já sofreram preconceito pelas gírias que os mesmos falam durante o dia. Com isso, as pessoas são caracterizadas como inferiores e sem estudo, apenas por não falarem de forma rebuscada. Logo, é preciso mudar esse cenário.

Além disso, a preferência do uso da linguagem formal afeta diretamente a cultura da sociedade. Segundo a pesquisadora Marie Faucet, a língua falada leva consigo traços originais das diferentes partes de uma cidade e até mesmo do país. Nesse contexto, a imposição da normal culta, consoante Faucet, apaga as marcas culturais do povo de determinadas áreas. Por conseguinte, a linguagem falada é vista como ruim ou até mesmo errada.   Portanto, a fim de equacionar o imbróglio, cabe ao governo desenvolver estratégias para diminuir o preconceito, por meio de políticas publicas, tais como campanhas de conscientização e rodas de conversa, para que seja reduzida a discriminação e que as diferentes formas de fala sejam mais valorizadas. Sendo assim, será possível assegurar maior inclusão social e a diversidade cultural.