Preconceito Linguístico

Enviada em 26/10/2019

O programa humorístico ´Zorra Total´ mostra a história de Adelaide, uma mulher pobre que pede esmola em metrôs onde sofre com piadas devido a sua forma de falar bicicreta e centarro. Esse show está relacionado a questão do preconceito linguístico, visto que essa essa prática perpetua se cada vez mais.Tal situação é fruto inegável da tendencia do sistema econômico capitalista de marginalizar aqueles que não produzem de maneira formal. Desse modo, entre os fatores que sustentam essa realidade, pode-se salientar a falha educacional em fundamentar princípios de igualdade juntamente a mídia equivocada.

Em primeiro plano, percebe-se que a escola ao não dar ênfase no assunto, aliada ao sistema capitalista que exclui os que não se expressam corretamente, contribuem para a necessidade de combater o preconceito linguístico.  Isso ocorre porque as instituições escolares ao não destacar a necessidade de acabar com o preconceito linguístico e o quão excludente essa prática é, já que, marginaliza quem não domina o português padrão, contribuem para a vulneração social daqueles que falam diferente. Esse pensamento é análogo ao que afirma o jornalista Caco Barcelos, para quem `a calpa não é de quem não sabe, é de quem não informa´, já que a escola é culpada de se omitir da função humanística de se posicionar sobre esse assunto.

Ademais, percebe-se que a persuasão midiática, somada ao capitalismo, alicerçam a importância de combater o preconceito linguístico. Isso acontece em virtude da utilização demasiada pelos meios informacionais do paradigma social e cultural  de valorizar apenas quem fala o português padrão criando um imaginário coletivo ao mito que associa o domínio do português á inteligência, juntamente com a normalização dessa violência por influência dos meios de comunicação. Essa ideia está em paralelo ao que afirma Confucio, para quem ´saber o que é correto e não o fazer é falta de coragem´, já que a mídia é ciente da importância de tratar de forma séria esse assunto e não o faz.

Diante do exposto, observa-se que a necessidade de combater o preconceito linguístico tem como origem clara o capitalismo. Assim, para solucionar esse quadro é necessário que o Governo Federal, combata esse cenário ao acionar acionar o Ministério da Educação na Elaboração de um Plano Nacional De Combate ao Preconceito Linguístico que proponha, junto ao Congresso, avanços de leis que alterem as Diretrizes Curriculares Nacionais, nos ensinos médio e fundamental, para garantir que esse assunto esteja inserido no currículo escolar. Além disso, esse programa deve contemplar a inserção de propagandas informativas veiculadas a mídia audiovisual  aceca da necessidade de defender e compreender o combate ao preconceito linguístico para o progresso da nação.