Preconceito Linguístico
Enviada em 17/05/2019
Os brasileiros possuem diversas maneiras de se expressar. Diante das diferenças culturais do povo, existe preconceito contra pessoas que falam de modo diferente do “normal”. O assédio linguístico pode abalar a saúde mental das pessoas que sofrem por terem um sotaque incomum. Existem maneiras de mudar este cenário.
Do Norte ao Sul do Brasil é comum encontrar diversos tipos da fala. São infinitas opções de palavras que ganham o mesmo significado, diferentes formas de pronunciar uma letra. A verdade é que não existe maneira certa de falar, tudo depende da região.
Algumas pessoas veem a necessidade de mudarem de estado, a procura de um emprego e uma vida mais estabilizada, formam vínculos sociais, logo colegas de trabalho ou vizinhos percebem essa diferença em seu modo de se expressar e colocam estigmas na pessoa, trazendo constrangimento a ela. Essa pessoa acaba sofrendo e reagindo de diversas formas como mudando sua forma de falar, ou se deprimindo e tendo instabilidade emocional. Segundo dados da OMS, “O Brasil é o país com maior número de casos de depressão na América Latina”.
Segundo Georges Duhamel, “a sociedade não sabe viver em sociedade” e isso se prova quando cidadãos ferem o ego uma das outras, sem empatia alguma, provocando um caos na sociedade com o alto número de pessoas depressivas, a sociedade sofre em consequência de seus próprios atos.
Diante deste cenário, é possível minimizar esses casos dando ajuda às vítimas de assédio. Atendimentos com psicólogo deveriam ser mais acessíveis, pois diminuiria o número de pessoas com depressão. Campanhas, anúncios que passem uma mensagem rápida e direta antes de ser interrompidos, poderiam ser espalhados pela internet, pois grande parte da população não vive sem navegar nas redes sociais. Assim o assediador perceberia o dano que está causando e pararia de fazê-lo. As pessoas precisam ter mais empatia, assédio não é brincadeira.