Preconceito Linguístico
Enviada em 15/05/2019
Um grupo musical , intitulado de teatro mágico, produziu uma música chamada de “zazulejo” na qual discute-se sobre as variações linguísticas no Brasil e as discriminações inerentes a esse processo. Atualmente, é evidente que o preconceito linguístico perpassa todas as regiões do Brasil, uma vez que o desconhecimento das variantes vocabulares , bem como a imposição escolar da gramática tradicional são causas dessa problemática. Diante disso, faz-se necessário promover discussões sobre o tema.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, a falta de conhecimento da diferença entre a língua falada e a norma culta torna uma situação propícia para o prejulgamento, de maneira que se promove uma desigualdade social que indivíduos sentem-se envergonhados por se expressarem diferente de acordo com a gramática tradicional. Conforme o linguista Marcos Bagno, “Uma receita de bolo não é bolo, o molde de um vestido não é vestido, também a gramática não é a língua”. Dessa forma, percebe-se que a língua e a gramática são duas vertentes e precisam ser utilizadas no momento mais adequado na comunicação.
Além disso, algumas escolas tentam impor o ensino gramatical tradicional sem haver discussão e reflexão sobre as possíveis utilizações dessa temática no meio informal. Um exemplo disso foi o caso recente em São Paulo em que um médico postou uma foto na sua rede social debochando do seu paciente que falou durante a consutla de maneira inadequada de acordo com a norma culta. Nesse sentido, nota-se que o preconceito linguístico tornou-se instrumento de poder da classe que possui mais poder aquisitivo, corroborando mais ainda com as desigualdades existentes no Brasil.
Destarte, a discriminação por quem não fala de acordo com a norma culta está presente no Brasil. Logo, o Ministério da Educação deve promover palestras e Workshops com professores em linguística , psicólogos e médicos para haver esclarecimento sobre os malefícios do preconceito linguístico, bem como suas consequências para a sociedade e para o lado emocional de quem sofre esse trauma. Ademais, escolas precisam utilizar, por intermédio de empresas de aplicativos, a tecnologia para o ensino gramatical e combinar diversas vias de sentido para melhor aprendizagem e trabalhar pesquisas de campo em diversas regiões para conhecimento de diversos dialetos objetivando colocar em prática e entender o conhecimento adquirido.Pois, somente assim se construirá uma sociedade mais justa e igualitária.