Preconceito Linguístico
Enviada em 11/05/2019
A plurilinguística brasileira.
Indígenas. Africanos. Europeus. Asiáticos. O que poderia ser um Big Brother Mundial, representados por pessoas de todos os continentes, é somente o cenário da miscigenação cultural presente no Brasil. Sem dúvidas, a mistura de etnias ampliou o vocabulário do país, desempenhando a variação linguística. No entanto, esta herança lexical gerou preconceitos, como os verbais e sociais.
Para o professor Marcos Bagno, a norma-culta é um instrumento de ascensão social. Desta forma, quem adequá-se as regras gramaticais está submetido a projeção social. De fato, é verdade, conforme a hierarquia das empresas, do faxineiro ao vice-presidente, percebe-se que o nível de respeito à norma padrão é variável e, portanto, transmite o pensamento de que um é mais sábio que outro, surgindo a partir desse instante, o preconceito não só verbal, mas também o social. Contudo, isto é falácia, como afirmava o patrono da educação brasileira, Paulo Freire: “não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes.”
Por outro lado, o mundo atual é competitivo, ou seja, terá posição de destaque as pessoas que obtiverem relação agradável com a linguagem. A seleção natural de Darwin exemplifica isso, o biólogo dizia que natureza seleciona os indivíduos mais bem adaptados a determinado ambiente e, consequentemente, elimina os menos adaptados. Sendo assim, vê-se necessário que as escolas ensinem aos estudantes a flexibilizarem a utilização da linguagem, recomendando que estes mesclem os momentos de informalidade.
Logo, é visível que o preconceito linguístico é um mal, porém, solucionável. Cabem às escolas promoverem debates acerca do poliglotismo nacional, para que não haja inferiorização de qualquer grupo que fale diferente do proposto pela norma-culta. Os indivíduos, uma vez já conscientizados, poderiam alternar os períodos de aplicação da linguagem informal, usando-as longe de local que exige formalidade.