Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
A educação move montanhas
De acordo com o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio social seja alcançado. Entretanto, no Brasil, o preconceito linguístico atua como um obstáculo para o bem-estar do povo brasileiro. Nesse sentido, é preciso analisar e solucionar os fatores que desencadeiam esse problema, assim o Brasil terá uma sociedade integrada.
Nota-se, geralmente, que em uma família, se o pai(mãe) ter preconceito linguístico, o filho(a) também terá. Segundo o sociólogo francês Durkheim, isso decorre do fato social, que é a maneira coletiva de agir e pensar, adotada de generalidade. Ou seja, o filho, por estar inserido em seu grupo familiar, adquirirá as mesmas ideologias de seus responsáveis. Nessa perspectiva, observa-se que o preconceito linguístico está instalado nas raízes das famílias brasileiras.
Além disso, faz-se mister salientar a falta de educação como um impulsionador do problema. Como já disse o pedagogo Paulo Freire: “A educação muda as pessoas, e essas mudam o mundo”. Por meio da educação, o indivíduo desenvolve a habilidade de respeitar, tolerar e entender. E a falta dela trará apenas desequilíbrio à sociedade.
É evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse problema. Primordialmente, o Ministério da Educação (MEC) poderia adicionar aulas e palestras referentes ao convívio social e seus deveres como cidadão, assim os jovens aprenderão a respeitar todos, independente do modo de falar. Ademais, o MEC poderia realizar companhas nas redes sociais se referindo ao “Imperativo Categórico” do Filósofo Kant, que afirmava: “Age como se tua ação deve-se tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza”, assim não haveria tantos julgamentos na sociedade. Por meio dessas ações, o Brasil garantirá uma sociedade que respeite o próximo.