Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
Atualmente, há um enorme preconceito com as variantes linguísticas utilizadas por muitas pessoas. Nesse sentido, evidencia-se o fato de umas não terem um ensino de qualidade. Logo, isso leva à exclusão social e inferioriza tais indivíduos. Portanto, urge uma alteração na devida adversidade.
Em primeira análise, cabe pontuar que o corpo social que vive em condições mais baixas, estudam em escolas as quais muitas das vezes só formam números, persiste um aprendizado moderado. Ademais, a falha na escolaridade influencia a todos da comunidade, tal como o personagem Chico Bento de Maurício de Souza, em que ele e sua turma moram na área rural e pronunciam diferente dos seus amigos da cidade. Assim, percebe-se que esses são julgados infaros.
Outrossim, é notório um extremo preconceito que resulta em um desprezo da sociedade. Todavia, constata-se que na Semana de Arte Moderna, em 1922, a linguagem coloquial começou a ser valorizada no novo estilo literário. Entretanto, ainda há uma grave intolerância por parte de alguns cidadãos cultos. Dessa forma, muitas são minimizados por não falarem de acordo a norma padrão, sendo agredidos verbalmente, causando grande impasse na trajetória da vítima.
Segundo isso, os fatos supracitados salientam que é essencial uma mudança no aspecto destacado. Cabe ao Ministério da Educação reforçar investimentos nas escolas públicas, capacitando os professores a ensinarem com mais qualidade, a fim de que os discentes podem ser preparados a falarem na norma padrão da língua portuguesa. Além disso, é imprescindível que a mídia faça campanhas falando sobre as variações linguísticas, revelando que não é errado a pronúncia informal, desde que nos momentos necessários usem o modelo culto, com o propósito de romper esse paradigma de hostilidade, como apregoou Voltaire: “Preconceito é opinião sem conhecimento”.