Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

No que se refere ao preconceito linguístico, é possível afirmar que à língua portuguesa oral é constantemente influenciada pela localização, sotaque e gírias, porém, devido a essa enorme diversificação há grande intolerância direcionada aos falantes que não utilizam a norma culta. Isso se evidência não só por fatores regionais, mas também pela situação socioeconômica e racial dos indivíduos locutores.

É importante pontuar, inicialmente, que não existe forma certa ou errada de se falar, segundo o linguista Marcos Bagno. Tal fato é apresentado no cotidiano dos cidadãos brasileiros, em que dependendo de sua região os falantes possuem diversas variações orais como gírias e sotaques. Diante disso, com a diversidade oral que o português sofre não se deve ser usada como instrumento de intolerância, pois o extenso território junto de influências internacionais e locais modificam constantemente a fala e os falantes.

Outrossim, o preconceito linguístico afeta com maior intensidade pessoas com baixa escolaridade ou não alfabetizados, negros e idosos. Logo, percebe-se que o racismo enraizado e questões socioeconômicas são pilares da intolerância a diversidade oral do português, que acaba por prejudicar o cidadão que não segue à risca a norma culta. Diante disso, é notável que pessoas de periferia, juntamente de negros e mulheres, são o principal alvo da ignorância, por não seguir o padrão imposto pela elite brasileira.

Portanto, diante dos fatos citados, é inegável à existência do preconceito linguístico no Brasil, logo, necessita-se intervir. Primeiro, o Ministério da Educação deve enaltecer a diversidade oral, através de palestras ministradas por sociólogos e professores de letras em escolas e demais lugares públicos, campanhas via televisão e internet de cunho educativo e que incentive a tolerância a diversidade da fala, por fim incluir o estudo de diferentes formas da oralidade na grade curricular dos jovens por meio da disciplina de português e sociologia, assim, poderá assistir devidamente crianças e adolescentes, adultos, famílias e comunidades de todo o país. Sendo assim, teremos um país mais comunicativo.