Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

Como dizia o ator Paulo Autran: “Todo o preconceito é fruto da burrice, da ignorância e qualquer atividade cultural contra preconceitos é válida. Conforme à Declaração dos Direitos Humanos promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) todo ser humano tem direito ao bem-estar social. Nessa esteira, nota-se que o preconceito linguístico é um grave problema, não só à discriminação por variações mas também à segregação social.

Convém ressaltar que o Brasil possui uma grande diversidade cultural e gramatical, recebendo heranças indígenas, africanas e portuguesa além de países como Alemanha e Itália, após a abolição da escravatura pela Lei Áurea em 1888. Isso motivou com que originassem vários sotaques e palavras regionais, como no Rio Grande do Sul o “tchê” e em Minas Gerais o “uai”. Seria racional acreditar que, com as diferenças haveria valorização e respeito a cultura dos estados. Contudo, ocorre o oposto, onde a gramática normativa e suas regras são consideradas superiores às variações inerentes a língua.

Além disso, é notável que a norma padrão cause o preconceito linguístico, e ao não ser debatido influencia em uma maior desigualdade e segregação social pois os cidadãos que possuem maior nível de escolaridade e renda utilizam a norma culta. Essa situação prejudica os indivíduos que ao sofrerem o preconceito tendem a isolar-se na sociedade por não falarem “corretamente”.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater a discriminação. Em um primeiro momento pode ser feito uma parceria entre o Ministério da Educação, Ministério da Cultura juntamente com o Governo Federal para que haja debates e palestras em escolas, ministradas por especialistas na área de linguagens sobre a diversidade linguística para os alunos e pais no intuito de “quebrar” a ideia de português errado e correto e construção do pensamento que todas as variações são importantes para a formação da sociedade e da língua portuguesa.