Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
A série infantil de histórias em quadrinhos Turma da Mônica, criada há mais de 50 anos pelo cartunista Mauricio de Sousa, retrata as aventuras vividas por uma turma de amigos, dentre os personagens principais, destacasse Cebolinha, o qual sofre com o preconceito linguístico dos amigos para com o seu modo de sua fala. Embora não seja uma criatura real, a realidade vivida por essa figura é corriqueira no Brasil. Inegavelmente, o preconceito linguístico é um dos problemas sociais mais persistentes da atualidade, o qual não pode ser negligenciado.
É incontestável, que a idealização da norma padrão culta não somente como língua escrita, mas também como língua oral, gera uma hostilidade para com aqueles que não a seguem rigorosamente. Sendo assim, a educação a qual deveria unir e tornar as pessoas empáticas provoca naqueles que possuem um nível de escolaridade maior, sentimento de superioridade, repudiando a singularidade de fala de cada um. Além disso, os espaços midiáticos ao criarem personagens que sofrem discriminação dialética do início ao fim dos enredos, propagam a cultura preconceituosa no país.
Convém lembrar, a nação brasileira possui grandes variações linguísticas, por ser miscigenada e dispor de uma vasta extensão territorial. Porém, é culturalmente discriminatória, afinal, essa característica foi enraizada no Estado Brasiliense desde sua colonização – regida de preconceitos e pensamentos de dominação dos europeus para com índios e africanos que aqui habitavam. Logo, a existência e persistência da discriminação da fala foi explicada pelo o filósofo renascentista Nicolau Maquiavel, o qual afirmou que os preconceitos têm mais raízes do que os princípios.
Diante do exposto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Destarte, cabe ao Ministério da Educação, criar medidas educativas para que os alunos aprendam nas escolas a importância da tolerância e compreendam a individualidade de comunicação, erradicando assim, a formação de estudantes preconceituosos. Ademais, cabe a mídia realizar ficção engajada para o fim do preconceito linguístico, influenciando de forma direta os telespectadores a não propagarem esse comportamento desprezível. Em suma, é necessária uma conscientização da sociedade para sanar a contrariedade em questão.