Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
Mário de Andrade, um dos autores da primeira fase do Modernismo (1992), tinha como preocupação usar uma linguagem que fosse o reflexo do povo. No entanto, no Brasil, ainda há segregação no que se diz respeito às línguas minoritárias. Nesse sentido, faz-se necessário atentar ao histórico cultural, bem como a ausência de representatividade midiática.
Convém ressaltar, a princípio, que o Brasil é um país miscigenado. Isto é, existem centenas de línguas faladas em um só país, 150 delas advindas dos povos indígenas e as demais posteriormente trazidas por colonos portugueses, escravos africanos e também com a chegada de imigrantes, como é o caso de alemães e italianos, devido a ocorrência da Primeira e Segunda Guerra Mundial. Com isso, estabeleceu-se na época como ‘‘correta’’, a língua falada pela burguesia e ‘’errada’’ a falada pelas minorias.
Além disso, a baixa representatividade é um agravante do problema haja vista que, quando há, é estereotipada. Segundo o escritor Marcos Bagno, no livro ‘‘Preconceito Linguístico’’, é uma afronta aos direitos humanos os personagens nordestinos, por exemplo, apresentarem sempre um estilo de vida atrasado e serem criados para provocar risos e escárnio dos espectadores. Isso ocorre com o personagem Chico Bento - da Turma da Mônica, criado por Maurício de Sousa - onde ele é conhecido por falar ‘’errado’’, a apresentar um estilo de vida humilde.
Portanto, sabendo da existência do Preconceito Linguístico no Brasil, mediações fazem-se necessárias. O Governo, em parceria com o MEC, deve levar à população informações sobre a variância da Língua Portuguesa mediante propagandas nas mídias de grande impacto - como a Rede Globo, STB e Record - a fim de diminuir a marginalização da língua coloquial falada pelo povo brasileiro. Dessa forma, construindo uma sociedade democrata.