Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
Martin Luther King um dia disse: “I have a dream” que em português significa: “eu tenho um sonho”. Tal frase representava seu desejo pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e ainda, mostra o poder dos movimentos sociais em uma sociedade. De maneira análoga, atualmente, esse pensamento está presente naqueles que lutam por um Brasil, onde não haja discriminação pela língua, com isso, é preciso discutir sobre, violência e a dificuldade presente no caminho de quem fala de forma diferente.
A priori, com a forma, no qual, o cenário brasileiro se apresenta, é normal que ocorra o deslocamento de povos no Brasil em busca de novas oportunidades, diante disso, torna-se o aglomerado urbano um local, onde há um vasta variedade no vocabulário. Por conseguinte, alguns indivíduos, infelizmente, acabam excluindo essas pessoas da sociedade, sendo assim, é normal casos em que a pessoa que tem o sotaque diferente dos demais não consegue um emprego, já que, suas origens são de caráter humilde, assim, não conseguem aumentar sua qualidade vida. O exílio dessas pessoas na sociedade decorre da ignorância daquele que pensa que sua cultura é única, e por isso, discriminam as demais, tal pensamento é presente na fala do pedagogo grego Sófocles que dizia: “A ignorância é um mal invencível” que também relaciona isso com a representação da ignorância em diversas áreas da sociedade, até mesmo na fala, em virtude dela ser “invencível”.
Além disso, se tornou comum à agressão verbal com pessoas de outros estados, visto que, o agressor acha que sua forma de expressar por meio da fala é imutável e deve ser seguida a risca pelas norma padrão da linguagem, ademais, não é incomum ver pichações e comentários em redes sociais de caráter xenofóbico, tal fato não pode ocorrer, pois, já dizia o filósofo grego Platão: “A orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta ulterior” que por meio dessa frase, explicitou que a educação mostra quem você será, assim, pode-se falar que quem tem atos discriminatórios, não recebeu a educação adequada, direcionada para a aceitação do próximo.
Dessa forma, é preciso uma parceria do Poder Público com o Ministério da Educação e a sociedade, visando, a partir do ensino da compaixão pelo próximo e da aceitação pelo diferente nas escolas e em casa, junto com, o uso do diálogo e cartilhas destinadas aos alunos, uma vez que, isso deve ser ensinado para as crianças desde pequenos, desse modo, combatendo aos poucos o preconceito linguístico.