Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
Dinamismo linguístico
No contexto social vigente não é raro encontrar práticas de julgamentos nocivos quanto as divergências apresentadas entre a população ocasionando, por conseguinte, em atitudes discriminatórias, como é o caso do preconceito linguístico, evidenciado desde a chegada dos portugueses no Brasil, em 1500, ao não considerarem a cultura indígena e imporem sua língua e costumes, por acharem-na superiores a dos nativos.
Em sua obra “Tratado sobre Tolerância”, Voltaire relata que o ser humano possui dificuldades em aceitar aquilo que é diferente do que o mesmo acredita ser ideal. Nesse sentido, a concepção errônea de que a forma gramatical é a única maneira adequada a ser utilizada durante a comunicação acaba por intensificar a disseminação hostil a respeito da linguagem.
Ainda, cabe reconhecer o fenômeno de regionalização brasileira, responsável por agrupar regiões de acordo com características físicas, econômicas e culturais, incluindo o vocabulário. Assim, torna-se indevida a comparação entre o modelo idealizado da língua e os modos de falar reais das pessoas que compõem a sociedade.
Logo, o preconceito linguístico é de extrema preocupação. Faz-se necessário medidas para contornar a emblemática. O Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cultura e o setor midiático devem promover, através de campanhas e palestras, a conscientização quanto o dinamismo da língua e sua manutenção, bem como a valorização das diferenças. Dessa forma, é possível desconstruir a imagem de um único vocabulário apropriado.