Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
Na obra literária “Casa grande e senzala”, de Gilberto Freyre, o autor afirma a multiculturalidade como precursora da identidade nacional. Contudo, quando se observa o preconceito às diferentes variações linguísticas, no Brasil, atualmente, constata-se que isso não ocorre na prática e a problemática segue profundamente atrelada à realidade do país, seja pela educação escolar incompleta, seja pela influência da mídia. Nesse viés, é necessário encontrar subterfúgios para mitigar tal contrariedade.
Inicialmente, segundo o filósofo A. Schopenhauer, os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu conhecimento do mundo que a cerca. Nesse aspecto, tal ideal verifica-se no âmbito social, na medida em que a Escola trabalha somente a língua normativa e não proporciona meios para a aprendizagem das diferentes variações, o que, segundo o filósofo, promove a ignorância e, consequentemente, o preconceito. Por esse motivo, é necessário promover o ensino da língua oral.
De modo análogo, tal vicissitude é influenciada pela mídia. Para o contratualista Jhon Locke: “o ser humano é como um quadro em branco que é preenchido conforme suas influências”. Prova disso são as constantes valorizações às variações paulista e gaúcha em detrimento das vertentes nordestinas, nas novelas, por exemplo. Esse fato contribui para a perpetuação do entrave e, por isso, deve ser combatido rigorosamente.
Depreende-se, porquanto, que o revés mencionado encontra meios favoráveis. Portanto, é imprescindível ao Ministério da Educação, em parceria dos canais midiáticos, promover o ensino das diferentes manifestações linguísticas, por meio da implementação de materiais pedagógicos apropriados e da mudança nas diretrizes curriculares das aulas de Língua Portuguesa, com o intuito de atenuar o preconceito e assegurar a identidade nacional. Dessa forma, o problema poderá ser combatido com eficiência e a realidade brasileira será modificada, a fim de promover uma sociedade igualitária para todos.