Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

É inegável alegar que o preconceito linguístico está presente em nossa sociedade desde os primórdios. Observa-se que essa posição preconceituosa e seletiva é aplicada no nosso país desde quando o Brasil era apenas um colônia de Portugal, pois os indígenas nativos foram obrigados a adaptar-se a língua falada pelos portugueses. Nessa perspectiva, cabe ser avaliado as questões que implicam na permanência do preconceito linguístico, a fim de resolver e sanar esse problema.

Um dos fatores que agrava essa problemática é o uso de personagens comediantes que falam de forma diferentes dos demais, seja com características de determinada região brasileira ou de algum grupo social. Utiliza-se esses personagens com o objetivo de ridicularizar e gozar de tais formas de linguagem. No programa Zorra Total, exibido pela rede Globo, o personagem Nerson da Capitinga fazia uso da linguagem do sertanejo, que era usado como instrumento de comédia para gerar graça ao público. Essa posição tomada pelas mídias gera o aumento do preconceito e humilhação sofrida pelos verdadeiros adeptos dessa linguagem.

Outrossim, essa atitude preconceituosa também é relatada na literatura. Pode-se observar que na obra literária da segunda fase modernista, “Vidas Secas” de Graciliano Ramos, o personagem Fabiano, é preso e torturado pelo Soldado Amarelo por não fazer o uso da normal culta e aceitável da língua portuguesa. Visto que nas escolas, alunos que não falam da maneira correta são submetidas a castigos e advertências, sendo que, muitas vezes, essas crianças e adolescentes fazem o uso da linguagem diferenciada por conta de sotaques ou adaptações regionais. Essa postura é aplicada de forma negligente pelas instituições educacionais, visto que deve ser considerado as diversas formas brasileiras de fala.

Ao analisar essas premissas, o ideal seria o Ministério das Comunicações juntamente com o Governo Federal analisar os conteúdos transmitidos pelas emissoras através de um programa onde seria aplicado multas e suspensão imediata da programação que ferisse ou ofendesse ou gozasse de qualquer forma de linguagem regional ou social. Outra atitude a ser tomada é a ampliação da validação de todas as formas regionais de fala dentro das escolas, bem com palestras visando o respeito pela diversidade linguística dentro das escolas, sendo aplicada pelo MEC.  Os profissionais que fizeram o uso do deboche ou castigo perante sotaques ou modos de falar com características regionalistas serão submetidos a advertências e submissão a processos por danos morais. Aplicando tais medidas, a problemática do preconceito linguístico será sanada no Brasil.