Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

Um ideal advindo do movimento iluminista é o de que a sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. Porém, ao observar o preconceito linguístico na sociedade e os diversos empecilhos que são causados por isso, vê-se que ainda falta uma conscientização coletiva sobre tal ideal. Contudo, isso só será possível, analisando as raízes desse preconceito e suas prováveis soluções.

Primeiramente, é constatável que o preconceito linguístico é derivado da discriminação de diversos segmentos sociais, como os camponeses - na Idade Média-, as populações negras, os povos indígenas, etc. Um exemplo disso foi o processo de extinção da “Língua Geral” - oriunda de algumas tribos indígenas -, falada principalmente nos séculos XVII e XVIII, que teve como um dos intuitos sobrepor a cultura portuguesa às demais no Brasil. Também pode-se citar a marginalização do “Black English” (mistura entre o inglês americano e as línguas do oeste africano), que ocorreu por fazer parte do estirpe negro.

No Brasil, a existência desse problema chega a ser ainda mais grave, pois, no país, há uma gama de dialetos de diversas origens. Percebe-se, assim, que as instituições de educação, em especial as escolas, não estão cumprindo com o seu papel na formação de melhores cidadães, que reconheçam as múltiplas variedades da própria língua, uma vez que, de acordo com Immanuel Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.

Portanto, para esse fim, é necessário que medidas sejam postas em prática. Nessa perspectiva, é de suma importância que a escola assuma seu papel na formação do cidadão brasileiro, promovendo, desde o ensino fundamental, palestras e debates sobre o assunto, a fim de orientar os alunos sobre as variedades da língua portuguesa, e, dessa forma, tentar coibir o preconceito linguístico. Assim, a sociedade progredirá conforme o ideal iluminista.