Preconceito Linguístico

Enviada em 01/11/2018

A celeuma sobre o preconceito do linguístico no Brasil, vem, hodiernamente, tomando espaço na sociedade. Consoante observava o ensaísta francês Joseph Joubert, o objetivo da argumentação não deve ser a vitória e sim o avanço das ideias. Deste modo, é substancialmente importante uma análise acerca desse assunto, que tem uma problemática em torno das causas e consequências dess intolerância, para se obter soluções eficazes e peremptórias.

Em uma primeira análise-se, observa-se o jeito que a língua é ensinada nas escolas como impulsionador do problema. Apesar de povos de diferentes nações terem participado do processo de colonização do país e, consequentemente, da construção do português brasileiro, a forma culta é ensinada nas escolas e as variantes dela ficam de fora. Portanto, cria-se a ideia de que existem modalidades do idioma que são superiores, como é o caso do modelo que a língua é falado em Estados do Sul e do Sudeste.

Ademais, percebe-se que o problema vai muito além disso. Segundo o linguista Marcos Bagno, tratar de língua é tratar de política. Esse fato é claramente relatado no Brasil, pois, muitas vezes, pessoas que falam a forma culta, tem um nível de instrução educacional maior do que as que falam a língua da maneira dita errônea ou coloquial, consequentemente, também exercem uma posição privilegiada na sociedade. Outrossim, verifica-se que é frequentemente exigido o domínio da norma culta em entrevistas de emprego e quem não a domina, acaba perdendo a oportunidade de obtenção do cargo. Com isso, nota-se que há que o idioma serve não só de motivo para descriminação, mas também como exclusão social.

Tendo em mente esse quadro, percebe-se que a linguagem, no Brasil, é usada, muitas vezes, de formas perversas e preconceituosas. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação inclua, na grade curricular do ensino fundamental e médio da matéria de Língua Portuguesa, a abordagem das diferentes formas que o idioma é exercido na extensão do território brasileiro, expondo as características dos diferentes grupos e formas que coexistem no país, com o intuito de normalizar a pluralidade do exercício da língua no país e atenuar esse preconceito.