Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
De acordo com o filósofo Karl Marx, “a desigualdade é o maior problema das sociedades existentes”. Sob essa perspectiva, é notório que a falta da educação linguística nas escolas brasileiras provoca uma grande uma exclusão social sobre as diversas falas regionais existentes do Brasil, como consequência, isso corrobora para o crescimento da desigualdade e da discriminação sobre as diversas culturas de nosso país. Nesse contexto, deve-se avaliar as redes sociais e a escola como principais corroboradores dessa problemática.
É indubitável que as redes sociais tem como principais objetivos proteger e possibilitar a interação sociais entre seus usuários. No entanto, a crescente taxa de preconceito linguístico nas redes sociais, devido a imensa intolerância linguística entre os jovens, demonstra que as redes sociais não vem cumprindo com o seu papel de proteger. De acordo com a ONG Safernet, em 2014 o Nordeste e o Norte tiveram um aumento de 365,46% para 9921 casos de preconceito regional na internet, cujo ano era época de eleições a presidência, ou seja, o preconceito ganhou proporção devido as escolhas eleitores de ambas regiões. Deste modo, é evidente o quão vulnerável está a população brasileira de ser vitima de algum preconceito linguístico.
Ademais, conforme o sociólogo contemporâneo Nick Couldry afirma em sua obra: “Por que a voz importa?”, o maior problema da sociedade atual é a desigualdade da fala entre as imensas vozes existentes, como consequência, a maioria acaba relegada a inexistência, devido a falta de expressão de muitas vozes. Deste modo, é notório o quanto de vozes se calam diariamente para serem aceitas na sociedade, visto que a escola por ser a principal instituição social, ela acaba exigindo que seus alunos falem conforme escrevem, isto é, falar de acordo com a normal padrão, como resultado, inúmeras culturas são oprimidas pelas instituição que deveria abranger as diversas culturas do Brasil.
Portanto, devido a crescente intolerância linguística entre os jovens, cabe ao Ministério da Justiça juntamente com as redes sociais, tornar o ambiente virtual um lugar mais seguro para se conversar, por meios de leis mais severas, no intuito de expulsar e punir todas as pessoas que cometem esse tipo de preconceito nas redes virtuais. Além do mais, é necessário que o Ministério da Educação incentivem projetos nas escolas brasileiras, tais como peças teatrais, cujo tema abordaria as diversas falas regionais existente de nosso país e que essas peças possam contar com o apoio da mídia, para que sejam transmitidas pelos meios de comunicação mais acessíveis ao público, no intuito de mesclar as diversas culturas e diminuir o preconceito linguístico da sociedade brasileira, de tal forma, que a população possa viver sem medo de ser vitima de algum preconceito linguístico.