Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
Na colonização do Brasil o etnocentrismo português estabeleceu o latim como idioma oficial da colônia em repreensão ao dialeto aborígene. Hodiernamente, ainda se sucede essa prática, na qual se exclui, ridiculariza e discrimina a linguagem, que se encontra distante do modelo determinado pelo conjunto linguístico. Portanto, encontrar soluções para esse imbróglio é um desafio a ser enfrentado pela sociedade civil.
Os fatores históricos, culturais e geográficos influenciam diretamente na verbalização das palavras. Como afirma Fernando Tarallo, a cada situação de fala em que nos inserimos e da qual participamos, notamos que a língua falada é a um só tempo heterogênea e diversificada. Nesse sentido, compreendemos um sistema desagregado, como consequência da sua permanente transformação, que acarreta a aplicação de um nova norma padrão constantemente.
Essa norma culta, por sua vez, é derteminada pela classe dominante. Por consequência, os indivíduos de baixa escolaridade são marginalizados e amordaçados pela suas gírias e jargões. Dessa forma, segundo Marcos Bagno, a elite do povo brasileiro por força tenta embutir na cabeça das pessoas que a língua portuguesa é um bloco sólido, indissolúvel e na verdade não é, causando consequências gravíssimas para as classes estigmatizadas.
Destarte, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Sendo assim, as instituições de ensino precisam instruir seus educandos por meio de palestras, oficinas e peças teatrais, que desvendem o mundo das diferenças linguísticas, além de promover a sociabilização das crianças e jovens do ensino fundamental e médio. Como já dito por Pitágoras, educai as crianças e não será preciso punir os adultos. Ao mesmo tempo, as mídias sociais, como Facebook e WhatsApp, se responsibilizará por proporcionar informações e campanhas educativas mediante a postagens e a criação de comunidades virtuais, na qual incentive o sentimento de identificação e alteridade nos indivíduos. Indubitavelmente, assim fugiremos da realidade do período colonial.