Preconceito Linguístico

Enviada em 31/10/2018

Niilismo, do dicionário de filosofia, é um termo céptico utilizado para denominar doutrinas ou ações que se opõem a reconhecer princípios essenciais ao ser humano. Todavia, apesar de que o conceito tenha sido utilizado hegemonicamente no século XIX, hodiernamente, tais comportamentos ainda prevalecem, tendo em vista que a falta de postura social e governamental diante ao preconceito linguístico é um dos modos mais decadentes de uma nação que se diz solidária.

Em primeira análise, cabe pontuar que a língua está sujeita a inúmeras variações, pois é associada as diferenças regionais, desde dialetos, gírias e sotaques, os quais são desenvolvidos ao longo do tempo e que envolvem aspectos históricos, sociais e culturais de determinado grupo. Com isso, a falta de educação do individuo, sobre as variedades linguística, contribui para segregação social, como, por exemplo, os cidadães da capital acreditam que sua maneira de falar é superior à das pessoas que habitam no interior do estado ou nas áreas rurais. Comprova-se isso por analogia ao filosofo grego Aristóteles, que afirmava: “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Dessa forma, vê-se que cabe não só ao Ministério da Educação, mas também à ajuda da família, distanciar dificuldades no ensino e conscientizar as crianças com projetos educacionais, como, verbi gratia, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito da discriminação regionalísticas.

Outrossim, convém frisar que deve-se evidenciar a situação paradoxal em que o ateneu se encontra perante a problemática. Pois, as escolas tem o dever de ensinar a variação padrão, mas não o direito de menosprezar os demais, porém, os professores e os livros didáticos, possuem uma gramatica normativa e ausência das particularidades linguísticas, perpetua para exclusão social do homem. Uma prova disso está em informações divulgada pelos PCNs, em que o liceu tem a função de formar cidadães solidários, e a responsabilidade de garantir a educação da variação linguística. Diante disso, percebe-se que o PNE (Plano Nacional de Educação) deve atualizar e reformula a metodologia dos livros e de ensino em geral da Língua Português, que valoriza a diversidade e os regionalismos linguísticos.

Dessarte, para atenuar a problemática, é imprescindível que o Governo, em consonância com o Ministério da Educação e as Mídias crie aplicativos e sites de jogos sociolinguística, para que os alunos da escola pública e privada, estudem as variações linguísticas, desde o ensino fundamental. Por meio de, uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Assim, a ação iniciada, no presente, seria capaz de modificar um futuro amargo e, o avanço humanitário tornará o niilismo apenas uma hipótese.