Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
Durante o período colonial brasileiro houve uma série de imposições por parte dos colonizadores aos nativos, dentre elas, é possível destacar a língua portuguesa, a qual teve importante papel de opressão cultural sobre a cultura indígena. Do mesmo modo, verifica-se ainda registros de preconceitos linguísticos no contexto brasileiro, pela visão de determinadas variantes como superiores e pela falta de um órgão vigente a essa causa. Nesse sentido, essas adversidades devem ser superadas de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
De fato, a língua falada é algo vivo, ou seja, passiva às constantes mudanças. Possuindo cinco regiões com características bem distintas, o Brasil sofreu muitas interferências políticas, sociais e de povos estrangeiros como franceses, holandeses e africanos na sua formação. Logo, era de se esperar o respeito às diferentes formas de comunicações orais como um elemento intrínseco a sua sociedade, porém a realidade é outra. Pois, as variantes faladas na região sul-sudeste, por vezes são colocadas como superiores as demais e a própria norma-padrão também é elevada a esse status, em comparação as gírias e regionalismos. Portanto, demonstrando um cenário linguístico cheio de prejulgamentos, advindos de sua raízes coloniais.
Além disso, é importante salientar a falta de um órgão vigente as descriminações linguísticas como intensificadora da problemática em questão. A Declaração Universal dos Direitos Linguísticos de 1996 é um documento, que foi criado com o intuito de garantir a manutenção das diversas línguas existentes, contudo sem a ação de um organismo de controle à intolerância e a propagação de prejulgamentos formuladas dentro desse contexto, são tidas como banais. Por conseguinte, a devida atenção dada a tais atos, por meio da criação de um órgão específico colaboraria para superar essas adversidades.
Com base no texto acima, é notória a necessidade de intervir nesse problema, em prol de um melhor bem-estar social. Dessa forma, cumpre ao Ministério da educação propor ao calendário estudantil de todas as escolas, uma semana letiva dedicada à integração dos alunos, dos professores e dos pais dos estudantes com esse tema, por meio de projetos e estudos voltados as variantes regionais, profissionais, etc, da fala a fim de promover o conhecimento e respeito às distinções comunicativas da oralidade. Ademais, o Governo poderia criar um organização específica às causas linguísticas, por via de um processo seletivo que escolhesse profissionais aptos a lidarem de forma, social, política e humana com a circunstância preconceituosa apresentada, com objetivo de amenizar-la e também reduzir os seus efeitos na esfera social brasileira.