Preconceito Linguístico

Enviada em 31/10/2018

O Brasil, país com mais de 8 milhões de metros quadrados, têm apenas uma língua oficial: o Português. Todavia, o país carrega consigo uma grande diversidade cultural. Diversidade essa, que se apresenta também na fala, e, por isso, alguns falantes sofrem preconceitos, seja por causa da hegemonia da língua, seja pela cultura intolerante as diferentes regiões ainda existe no país.

A princípio, é importante entender que, sendo o Português a língua oficial do Brasil, falar outras línguas é um fator que favorece a disseminação do preconceito. Segundo dados da Organização das Nações Unidas, no Brasil, fala-se mais de 150 línguas indígenas distintas. Nesse contexto, os índios que moram em reservas próximas a áreas urbanizadas, quando necessitam ir nas cidades para comprar o que necessitam, ir ao médico ou à escola, são discriminados por causa da forma que falam ou por não serem compreendidos, podendo até ser motivo de brincadeiras. Dessa forma, os índios são constrangidos e ocorre a perpetuação do preconceito linguístico no país.

Ademais, a intolerância cultural referente as formas regionais de falar intensifica este problema. O poeta Oswaldo de Andrade denunciou no seu poema “Vícios de Linguagem”, o preconceito com os nordestinos. Essa atitude auxilia o povo ver a dimensão do problema, todavia, apenas denunciar não resolve. Nesse panorama, é preciso que a população censure as piadas agressivas a essa população e as demais que sofrem intolerância e não propague as distrações preconceituosas. Dessa maneira, o preconceito regional perderá sua força.

Fica evidente, portanto, que muitas pessoas sofrem os preconceitos linguísticos no Brasil. Por isso, o Ministério da Educação, gestor responsável pelas diretrizes educacionais, deve ensinar nas escola a pluralidade da língua, mostrando que ela é dinâmica e pode ter modificações conforme o seu emprego, por meio da inserção de conteúdo referente a diversas línguas nas cartilhas educacionais de Comunicação e de Língua Portuguesa, para que o estudante compreenda que não é apenas a forma que ele fala a correta e aprenda a respeitar as diferenças. Dessa forma, as divergências linguísticas será uma característica da nação e não um motivador de conflitos e preconceitos.