Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
Tinha um pedra no meio do caminho Consoante ao poeta Cazuza, “Vejo o futuro repetir o passado”, as consequências dos preconceitos linguísticos não são problemas atuais. Desde a colonização do Brasil, no século XVI, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, no terceiro milênio, as dificuldades persistem, seja por um esteriótipo linguístico criado e mantido pela Mídia ou por uma lenta mudança da sociedade. Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição de 1988, em vigor até os dias atuais, está entre as problemáticas do preconceito linguístico no país. De maneira análoga à Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política existe para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, é notório que a lenta mudança da sociedade motivada por uma educação pública negligente, viola esse direito, principalmente no que refere-se às pessoas do interior do país, tendo em vista a falta de representatividade midiática deles, e que, portanto, é um mal a ser combatido no Brasil. Cabe salientar também, que uma grave consequência dessa mazela, é o desdém com as pessoas que são satirizadas em filmes ou novelas, devido seu sotaque ou pronúncia. O artigo 5º da Constituição Federal tem como fundamento o princípio da dignidade da pessoa humana. Porém, quando observa-se o atual cenário da sociedade brasileira, vê-se um corpo social oprimido no que tange à ridicularização de um grupo de pessoas que devido seu local de origem têm sotaques diferentes ou outras formas de falar ou expressar-se. Compete a Drummond, que, para retirar-se as pedras do meio do caminho, destarte, são necessárias ações. Logo, cabe ao Estado na figura do Ministério da Educação (MEC) realizar palestras e aulas nas escolas públicas e privadas, ministradas por mestres linguísticos e sociólogos, com o objetivo de exemplificar, alertar as características dos preconceitos linguísticos e diminuí-los, a partir de projetos educativos e aulas sobre cidadania e teatro. Ademais, cabe à escola e à sociedade realizarem debates e campanhas, a fim de promover a proteção à dignidade humana, com suporte nos conhecimentos dos direitos constitucionais presentes na Carta Magna. Ação iniciada no presente é capaz de mudar o futuro de toda sociedade brasileira.