Preconceito Linguístico
Enviada em 31/10/2018
Um dos principais escritores da escola literária pré-modernismo Lima Barreto em sua obra “Triste fim de policarpo quaresma” , demonstrou que o Tupi (língua indígena) deveria ser a língua oficial do Brasil , ao invés da portuguesa, recebendo na época inúmeras críticas da sociedade , que colocavam a língua dos índios como inferior. Nesse sentido, na sociedade moderna ainda a o predomínio de um preconceito linguístico muito forte , notamos em gibis voltados aos grupos infantis com o personagem “cebolinha”( de Maurício de sousa , Turma da Mônica) trocando as letras “R” pelo “L” , e recorrentemente as frases são marcadas em negritos para demonstrar o erro.
No que se refere a problemática em questão pode-se tomar como primeiro ponto o caso do médico Guilherme Capel , no ano de 2017 ,no qual publicou em sua rede social , a fala errada do paciente , ressaltando assim um soberania em poder do conhecimento adquirido em razão do outro. Tal deficiência é motivada pela vã glorificação de poder do conhecimento perante ao paciente que não sabia pronunciar as palavras “Raio-x e Pneumonia”.
Além disso, é evidente que o fato de existir uma variante padrão faz com que as demais sejam desprestigiadas, gerando o preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito – pouco discutido no Brasil – acentua ainda mais a desigualdade social no país, pois a língua está totalmente ligada à estrutura e aos valores da sociedade, e os falantes da norma culta são aqueles que apresentam maior nível de escolaridade e poder aquisitivo. Os indivíduos que sofrem discriminação linguística tendem a desenvolver problemas de sociabilidade e, até mesmo,
Nesse sentido , fica claro a evidencia , que a língua é um fator de exclusão social.Por isso o preconceito linguístico deve ser admitido e combatido. Primeiramente, as escolas deveriam fazer uma abordagem mais aprofundada sobre esse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua.