Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
É dever do cidadão ético, empático e democrático discutir sobre o grave dilema relativo ao lamentável preconceito linguístico, em virtude de essa discursão colaborar para combater tamanho conflito, bem como para promover a harmonia social. Nessa concepção, convém analisar que tal adversidade decorre, especialmente, da intolerância linguística e a exclusão social movidas por raízes preconceituosas.
A princípio, nota-se a determinação de um padrão gramatical nas mais diversas variações orais no âmbito social. Consoante a essa realidade, destaca-se o conceito de poder estabelecido pelo ilustre filósofo Michel Focault ao afirmar que o poder nas relações sociais são advindos da imposição. Dessa maneira, as variações orais e a norma culta contracenam uma batalha por espaços decorrente de heranças culturais conservadoras presentes nos cidadãos. Nesse sentido, o padrão da língua presente na sociedade deixar de ser a espinha dorsal da sociedade e passa a ser só mais um osso constituinte do corpo social.
Somado a esse viés, faz-se necessária a reflexão acerca das multiplicidades dialéticas regionais regionais. É oportuno evidenciar a exclusão acarretada pelo individualismo social ser paradoxal a formação e as raízes culturais do país de origem tupiniquim, tal apregoa o célebre filosofo Zygmum de Bauman ao definir modernidade líquida gerada pela liquidez presente nas relações sociais. Desse modo, tamanha ineficiência e incoerência social, lança luz ao fato de ser este o país do atraso e da injúria, ao destinar “tristes fins” para novos “Policarpos Quaresmas”, vítimas do preconceito linguístico.
Face a esse dilema, mostra-se imprescindível, portanto, que o Ministério da Educação junto aos professores de Língua Portuguesa devem implantar as variedades linguísticas no cotidiano escolar por meio da inserção como conteúdo nos livros didáticos da disciplina de Português com o intuito de reduzir a exclusão oral. Outrossim, é plausível que as escolas podem promover a tolerância e o respeitoao diferente por meio de gincanas e aulas culturais, com o propósito de o Brasil não ser um utópico país destinado à terra viva e deslumbrante de Policarpo Quaresma e desses Policarpos contemporâneos, brasileiros que lutam arduamente pela sobrevivência e por um Brasil igualitário e substantivamente democrático