Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, defende a manutenção do respeito entre os diversos povos de uma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do preconceito linguístico. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema de contornos específicos, em virtude da exclusão de determinadas variantes e da negação da pluralidade cultural da nação.
Em primeira análise, é necessário considerar que o Brasil é um país com uma enorme diversidade. Nesse sentido, existem dentro do território variações na lingua portuguesa que segundo o sociólogo Marcos Bagno relata em seu livro " Preconceito Linguistico": são específicas de cada localidade, não existindo portanto uma forma correta da lingua portuguesa.
Além disso, segundo a filósofa alemã Hanah Arendt, " A pluralidade é a lei da terra". Assim, o respeito à diferença é essencial e necessário, pois não existe uma cultura ou povo inferior aos outros o que há são dinstinções específicas que contribuem para a riqueza da cultura de uma sociedade. Nessa linha de pensamento, a linguagem se encaixa perfeitamente, pois essa está em constante transformação nos mais variados locais.