Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
A defesa da liberdade linguística é promovida através da liberdade de expressão, garantida na Constituição de 1988. Nesse direcionamento, o preconceito linguístico vem enraizado na história fundamentado no padrão gramatical, de forma que o ensino da língua portuguesa rejeita qualquer alteração da regra, ocultando as culturas individuais do país. Com efeito, ações educacionais que visem o reconhecimento de tais culturas é medida que se impõe.
Em primeiro plano, o processo de colonização no Brasil, ainda que primordial para a formação linguista do território, esteve em conflito com a cultura local. A esse respeito, os povos indígenas contemplavam centenas de idiomas e culturas distintas, rejeitadas pelos portugueses conforme a carta de Pero de Magalhães, “…não acha nela F, nem L, nem R, com isso não tem Fé, nem Lei, nem Rei”. Analogamente, o preconceito linguístico, na contemporaneidade, divide as camadas sociais, julgando o certo, da classe dominante, e o errado, da classe subordinada, o que configura grave problema na sociedade brasileira.
Outro ponto a destacar é a inércia da sociedade quanto ao reconhecimento das identidades regionalistas do Brasil. Nesse contexto, o modelo de educação básica no país ainda se restringe às normas de gramática e da memorização das tais, de forma que o ensino se reflete ao que Immanuel Kant, filósofo prussiano, afirmou, que “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Nesse viés, a formação educacional e social permanece incompleta, gerando indivíduos ignorantes da própria cultura.
Urge, portanto, a necessidade de que medidas sejam tomadas para atenuar a problemática. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) inserir na grade curricular o estudo da oralidade e da cultura linguística do país. Com o apoio das mídias televisivas, o Estado deve promover palestras e publicidades que tangem apresentar a identidade do país e suas individualidades para com a fala. Com essas medidas, a sociedade não fará das diferenças distinção social, mas parte da história.