Preconceito Linguístico

Enviada em 31/10/2018

O preconceito linguístico é derivado da variação de um determinado idioma, seja ele por sua região, cultura ou educação, como observamos na obra de Marcos Bagno “preconceito linguístico: o que é? como se faz?” aonde temos uma semi-argumentação sobre existir o certo ou não da língua.

A fim de compreender as origens de tais males temos como principal ponto de partido a localização geográfica de um povo, não tão surpreendente, um país como o Brasil, maior em território da America Latina, deriva de centenas de dialetos e gírias vindas tanto de estrangeiros quanto de seu próprio povo em questão cultural na época colonial.

Ao compreendermos a definição e origens, partimos para o pressuposto das massas mais afetadas atualmente por tais preconceitos, sendo elas a região nordestina, principalmente por suas raízes de origem e funções históricas que a levaram a ter um aglomerado de outras diversas etnias. O mesmo acontece com a região sudeste, contudo vemos nesse caso um preconceito econômico, sabendo claro que regiões nordestinas são menosprezadas pelo seu valor econômico e cultural. Algo obviamente inválido tendo em conta que nossos produtos turísticos e alimentícios  derivam em suma daquelas regiões, melhor dizendo, temos um exímio caso de xenofobia.

Antes de mais nada, é totalmente válido dizer que não existe uma norma correta da língua portuguesa, o que temos é a norma culta, a que atualmente usamos para textos de cunho formal, contudo trata-se de uma entre as diversas outras presentes em nossas formas de comunicação.

Assim sendo, necessitamos não de correções ou padronizações do dialeto, mas sim de aceitação cultural entre as massas que se utilizam das variantes da língua portuguesa, seja isso por meio do MEC, incentivando a variação, conhecimento, apreciação e aceitação das diversas formas de se comunicar, ou seja ela pelo meio sociológico, aonde temos que cultura significa: conhecimentos e práticas acumulados de um determinado povo. Ou seja, a língua é cultural e própria de todos que a usam, sejam elas quais forem.