Preconceito Linguístico

Enviada em 31/10/2018

No iluminismo, pregava-se que a sociedade só vai progredir quando os indivíduos começarem a se mobilizar uns com os outros. Conquanto, não é o que acontece quando ocorre esse preconceito linguístico, porque as pessoas acabam se distanciando por causa das suas diferenças, sem conhecerem o porque falam e escrevem uma palavra errada ou diferente do que estão acostumados a ver e escutarem habitualmente. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional pensar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado é claramente refletido na variação linguística. Segundo notícia publicada pelo portal G1, um médico que atuava em Serra Preta, no estado de São Paulo, cometeu a injustiça de debochar em suas redes sociais do modo que escreveu um paciente e foi afastado de suas atividades, junto a duas funcionárias do hospital. Diante do exposto, percebe-se que o preconceito aconteceu pelo simples fato do paciente não possuir domínio da escrita corretamente, e a educação também se encaixa no fato, porque desrespeito é falta de moral e educação.

Faz-se mister, ainda, salientar a pouca insistência do governo em relação as aulas de língua portuguesa como impulsionador do problema. Maurício de Sousa, cartunista brasileiro, deixa explícito em sua obra “A turma da Mônica”, que quando as crianças se encontram com o personagem “Chico Bento”, ocorre um preconceito, por conta do personagem ser oriundo da roça, tendo no seu vocabulário falas diferentes das que estão acostumados corriqueiramente. Diante de tal contexto, faz-se necessário que se mostre aos estudantes os erros de português, e também que há diferença na língua entre culturas diversas.

Infere-se, portanto, que há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um país melhor. Dessa maneira, urge que o MEC aumente a quantidade de aulas em todo o país, desde o ensino fundamental, para que as crianças já conheçam desde pequenas as variações linguísticas pelo país, acabando assim com esse preconceito. O governo pode conscientizar jovens e adultos por meio das mídias, sejam elas redes sociais, rádios ou televisão, mostrando como os grupos de culturas diferentes se comunicam entre si, e os principais erros gramaticais, fazendo assim uma conscientização em massa. Dessa forma, o Brasil poderia superar o tão vergonhoso e crítico cenário de preconceito linguístico.