Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
A diferença linguística, no Brasil, está presente desde o século XVI, época da colonização, na qual havia um ruído de comunicação entre os europeus e os indígenas, por não falarem o mesmo idioma. A partir daí, iniciou-se a mistura de linguagens, que deu origem à qual utilizamos hoje. Entretanto, ela não é uniforme. Com toda a extensão territorial brasileira, seria impossível que não houvesse variações entre os modos de fala e a falta de respeito por algumas dessas é uma grande problemática.
Visto que a desigualdade social, no país, toma grandes proporções, é comum que a discriminação seja dirigida à camada mais atingida pela pobreza. Isso se deve ao fato de que esse grupo, normalmente, não possui alto grau de instrução e, muito menos, oportunidades para adquirí-lo. Com isso, cometem erros de acordo com a gramática normativa e se tornam alvo de preconceito. Dessa forma, são impedidos de se expressar, tendo em vista que a linguagem é o caminho para isso.
No entanto, a sociolinguística (gramática descritiva), nesses momentos, é negligenciada. Não é necessário escrever ou falar de acordo com as regras da norma culta o tempo todo, principalmente, se não trouxer prejuízo ao falante. O modo de conversar no âmbito social não precisa ser o mesmo que no meio profissional. Trata-se de ambientes, pessoas e situações diferentes, portanto, a linguagem também pode ser distinta.
Logo, medidas fazem-se necessárias para a resolução do impasse. De acordo com Immanuel Kant: “O ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim, o Ministério da Educação deve se responsabilizar por projetos educacionais para os ensinos fundamental e médio, que ensinem sobre a sociolinguística e conscientizem os jovens sobre as variações por meio das aulas de língua portuguesa e campanhas educacionais, para que, num futuro próximo, a sociedade seja constituída por cidadãos que praticam o respeito em prol de harmonia.