Preconceito Linguístico

Enviada em 30/10/2018

Variações da língua

Desde o parnasianismo, Olavo Bilac já exaltava a Língua Portuguesa como a “última flor do Lácio”, uma das heranças do Império Romano. A língua é um conjunto de códigos e palavras e é através dela que é possível haver comunicação entre os indivíduos. No entanto, ela pode atuar de forma negativa da sociedade, visto que aqueles que não falam conforme a norma padrão sofrem preconceito linguístico.

Primeiramente, é notório que apesar da população ser falante de uma mesma língua, há muitas variações, sejam elas sociais, culturais ou etárias.  Afinal, o Brasil é um país miscigenado, onde a chegada dos imigrantes italianos, alemães e africanos tem grande importância na formação da língua portuguesa. Ademais, a precariedade do ensino público do Brasil ou a falta de acesso a ele, contribui fortemente pois segundo dados do IBGE há 12 milhões de analfabetos, entretanto, os profissionais da educação não podem se tornar fortalecedores do preconceito, e sim, ensinar a diversidade.

Além disso, a falta de conhecimento pode se tornar motivo de discriminação e práticas assim são motivadas por muitos humoristas, que utilizam a forma coloquial em seus personagens, a fim de divertir seu público. Todavia, esses fatores podem acarretar na restrição dessas pessoas em certos espaços, gerando doenças psicológicas, além do medo e vergonha daquele indivíduo conversar, pois não fala conforme a norma padrão.

Fica claro, portanto, que a língua é um fator decisivo na exclusão social, por isso, o preconceito linguístico deve ser combatido. Primeiramente, as secretarias municipais da educação juntamente com os professores, devem abordar todas as variantes da língua, através de músicas e teatros. Além disso, o Ministério da Cultura, deve usar as propagandas midiáticas com diversas pessoas, a fim de desconstruir estereótipos.