Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
Conforme a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante a lei, independente de cor, raça, classe e religião. Dessa forma, é plausível a discussão sobre o preconceito linguístico na sociedade brasileira. Diante disso, dois aspectos são relevantes para se discutir essa problemática: a variação regional linguística e a intolerância.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, embora todos os brasileiros sejam falantes da Língua Portuguesa, ela apresenta diversas particularidades. Uma delas é no contexto regional, em cada Estado brasileiro as pessoas falam de um jeito, com sotaque próprio, muitas vezes chamam as mesmas coisas por nomes diferentes. Exemplo disso: O pão francês em São Paulo é pãozinho, no Ceará é pão de sal. Essa diferença ao falar e escrever se chama variação linguística.
Além disso, é notório observar a intolerância linguística. As pessoas de comunidades carentes tendo seus conhecimentos limitados na gramática falada, muitas vezes acabam virando motivo de piadas, sofrendo assim discriminação por outros falantes, visto que, não existe forma “certa ou errada” do uso da língua pois ela passa por transformações a todo momento.
Destarte, depreende-se que mudanças devem ser efetuadas para combater o preconceito linguístico no Brasil. Logo, o Ministério da Educação deve fazer palestras nas escolas, fazendo uma abordagem mais profunda desse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. Ademais, a mídia deve parar de estereotipar os personagens de acordo com a sua maneira de falar, investir em campanhas que ajudam a destruir o preconceito linguístico. Afinal, ser um “bom” falante é ser poliglota na própria língua.