Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
’ Muito tem se discutido sobre o preconceito que é vivido hodiernamente pelas pessoas em relação à língua, pois elas acabam sendo vítimas de constantes discriminações em torno dela, dessa forma tornando-a uma vicissitude bastante atual no âmbito nacional, seja por esse preconceito o qual está atrelado à segregação social, uma vez que a classe dominante valoriza a norma culta e desprestigia os falares das classes mais baixas, seja por programas humorísticos, os quais estigmatizam a linguagem regional e reforçam estereótipos.
Em primeira análise, convém ressaltar que na 1° fase do Modernismo houve a valorização da liberdade linguística e formal, contrariando o tradicional estético existente no século XIX, havendo termos coloquiais e variações linguísticas regionais. Contudo, essa liberdade foi perdida ao longo do tempo, fazendo com que a norma culta sempre se estabeleça de forma intrínseca na sociedade. Logo, percebe-se que as camadas populares, as quais possuem baixo nível de escolaridade acabam sofrendo com a grande exclusão social presente no Brasil, por não ter o domínio da linguagem gramatical.
Outro aspecto decisivo nesse cenário é como a linguagem regional tem recebido de maneira notória visibilidade nos programas de humor, posto que gradativamente comediantes preferem adotar táticas para ver seu público rir e infelizmente isso reflete diretamente nas regiões em que grau de escolaridade é baixo. Portanto, observa-se que esse fator perpetua e gera a desigualdade social no país, já que a sociedade esquece que há outras variantes linguísticas no território brasileiro, fazendo com que os indivíduos que sofrem com essas discriminações tenham problemas de socialização. Desse modo, de acordo com uma pesquisa feita pelo Jornal O Globo em 2016, a cada 20 brasileiros, cerca de 12 sofrem preconceito por conta da linguagem.
Torna-se evidente, que diante dos argumentos citados é necessário medidas para a resolução do impasse como: o Ministério da Educação junto com órgão públicos legislativos promovam campanhas de cunho educativo ministradas por professores como o intuito de se obter alunos mais abertos a conhecerem as variantes de linguagem e assim evitar o preconceito ainda vigente. Ademais, os meios de comunicação em massa aliado com o Estado fazerem divulgações por meio de sites e panfletos com o objetivo de ter uma desconstrução das visões estereotipadas da população civil sobre o uso linguístico regional e enfim, ocorrendo uma mudança de pensamento na sociedade como um todo.