Preconceito Linguístico

Enviada em 29/10/2018

É inegável, que na sociedade brasileira desde de a colonização portuguesa e posteriormente com tráfico negreiro e a imigração europeia, foi inserido no brasil várias falantes que com tempo deu a língua portuguesa diversas variantes. Entretanto, essa variação linguística não é muito bem vista pela sociedade o que ocasiona uma grande exclusão e discriminação a falantes que não dominam e/ou não utilizam a norma culta. Nesse contexto, vale analisar o problema e atribuir a escola uma papel especial no ensino a norma culta e a valorização da diversidade linguística.

Primeiramente vale perceber que a situação deve-se principalmente por fatores socioculturais. Visto que vivemos em uma sociedade extremamente preconceituosa e com ideologias de superioridade intelectual e cultural, onde quem não se encaixa no padrão sofre com exclusão. Exemplo disso, é a semana de arte moderna de 1922 que trouxe o modernismo ao Brasil, a novidade literária foi a liberdade na forma de escrita, uma proposta de linguagem artística brasileira e vir sem limitações normativas, o que não foi bem recebido na época e recebeu fortes críticas por sair da variante padrão portuguesa. O modernismo tem como exemplo a obra Vidas Secas de Graciliano Ramos, onde o personagem central Fabiano apresenta uma variação linguística regional e social o que diversas vezes o coloca em situação em ao qual torna-se difícil a sua comunicação. Logo, verifica-se a importância de além de ensinar a norma culta nas escolas, ensinar também suas variantes ao qual estão presentes na memória cultural brasileira.

Somado a isso, é necessário uma maior valorização da diversidade linguística, onde tenha o ensino a adequação e o combate ao preconceito. Além disso, vemos a criação de estereótipos ligados a variação geográfica, histórica, social e também a situacional, onde somente a variante padrão é sinal de prestigio. Desse modo, uma adequação linguística que se conecte com o contexto de comunicação faz-se necessária, como por exemplo o uso das gírias em uma conversa com amigos nas redes sociais, a norma culta na realização de uma prova de vestibular, e até mesmo a adequação em uma entrevista de emprego. Diante disso, o contexto e o local mostra-se muito importante para selecionar o uso das palavras, facilitando assim a comunicação.

Portanto medidas são necessárias para acabar com esse preconceito. Cabe as escolas o ensino da norma culta e também o de suas variantes, por meio de aulas e feiras culturais que mostre ao aluno a sua importâncias e o contexto em que ela está inserida na sociedade, além de promover uma valorização da língua portuguesa e suas ramificações mostrando assim sua flexibilidade e mutação. Para obtermos uma sociedade mais confortável e adaptada aos diversos contextos linguístico do país.