Preconceito Linguístico
Enviada em 30/10/2018
Desde o Iluminismo, conclui-se que uma sociedade só prospera quando um ser se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando o assunto é o preconceito linguístico no Brasil, muitas vezes, essa mobilidade não é vista. Desse modo, deve-se analisar a diversidade de pronúncia da língua portuguesa e, também, o preconceito existente.
Nesse sentido, ressalta-se a variedade de comunicação da língua. Ainda sob esse ângulo, deve enfatizar que o idioma brasileiro pode ser visto como um organismo vivo, que passa por constantes modificações, variando de região, classe socais e também variações histórica. Dessa forma, conforme o Artigo 5º da Constituição de 1988, todos somos iguais perante a lei, assim, independente do emissor toda a forma de expressão da linguagem que possibilita comunicação é aceita.
Ademais, atrelado a diversidade de pronúncia, salienta-se o preconceito em relação a diferenciação da normal culta. Nesse viés, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. De maneira análoga, observa-se que o preconceito linguístico é visto como algo comum no meio social, porém, representa um grande mal para o convívio populacional. Como consequência, os indivíduos que são vítimas desse preconceito são vistos como inferiores as demais pessoas que usa o linguajar padrão.
Portanto, mediante os fatos expostos, medidas devem ser tomadas, a fim de melhorar o panorama em questão. Destarte, o Ministério da Educação, em parceira com as Secretárias Municipais de Educação, devem promover palestras e grupos de debates a respeito da variedade linguística no Brasil, ministrados por docentes formados em letras e educadores sociais, com intuito de apresentar a diversidade de dialetos existente no país, assim desfazendo a ideia de um padrão superior. Outrossim, o Ministério das Comunicação, em parceira com os meios de comunicações sociais, devem promover campanhas, nas novelas e redes sociais, que combate a homogeneidade da língua, assim desconstruindo o preconceito linguístico.